PULSO

a partir da vida e da obra de Sylvia Plath

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"Sylvia Plath nos surge, de certo modo, como uma fera na jaula. Uma jaula que é seu próprio compromisso familiar de um lado e de outro, os compromissos que ela tem para com a literatura. É como se participássemos de um fluxo de consciência da personagem: não há narrativa propriamente dita, justamente porque as coisas vão acontecendo umas como desdobramento das outras, com as incessantes trocas de climas e de emoção por que passa a personagem".

Antônio Hohleldt | jornalista, escritor e professor universitário
Jornal do Comércio, Dez/2016

O monólogo coloca em cena o ícone da Poesia Confessional norte-americana, Sylvia Plath (1932-1963). Enclausurada no ambiente doméstico onde muitas mulheres se situavam em sua época (e se situam até hoje), a personagem rememora momentos de seu passado, a paixão doentia pelo marido (o também escritor Ted Hughes) ao mesmo tempo em que alimenta a fúria com relação à falta de reconhecimento de seu trabalho como poetisa - ela quase não encontrou espaços de divulgação, tornando sua obra conhecida principalmente depois de sua morte. Uma figura que se debate frente ao status quo estabelecido por uma sociedade patriarcal e machista e que busca desesperadamente transformar a realidade em que se encontra. Tudo isso naquele que seria o seu última dia de vida. (Sylvia Plath cometeu suicídio aos 30 anos, ligando o gás em sua cozinha).

 

A criação do espetáculo se deu a partir das indagações da diretora Vanessa Bruno à atriz Elisa Volpatto, que respondeu cenicamente em uma criação dramatúrgica processual. Entres as referências para a criação da narrativa do espetáculo estão materiais como as biografias ‘A Mulher Calada’, de Janet Malcolm, e ‘Ísis Americana – A vida e a arte de Sylvia Plath’, de Carl Rollyson; ‘Os Diários de Sylvia Plath’, organizado por Karen V. Kukil; e também o mais importante livro de poemas de Sylvia, ‘Ariel’.  Os ensaios e lapidação da movimentação cênica tiveram como suporte a Técnica Klauss Vianna, trabalho conduzido pela assistente de direção e preparadora corporal Livia Vilela. A montagem resulta não linear, com lógica própria e apresenta uma mulher enclausurada no ambiente doméstico nos anos 50, rememorando momentos de sua trajetória e questionando sua condição de mulher e escritora na sociedade patriarcal em que está inserida. Tudo naquele que seria o seu último dia de vida.

Em processo desde 2014, Pulso estreou em maio de 2016, dentro do projeto Escritoras na Boca de Cena, no Sesc  Consolação, em São Paulo, juntamente com outro solo do VULCÃO, o espetáculo A DOR. Em agosto do mesmo ano, realizou temporada no Viga Espaço Cênico e em setembro, contemplado pelo edital Cena Aberta, da Funarte, ocupou o histórico Teatro de Arena Eugênio Kusnet, na programação #VulcaoOcupaArena, juntamente com o espetáculo infanto-juvenil BRINCAR DE PENSAR, também do VULCÃO. Ainda em 2016, fez temporada em Porto Alegre, na Usina do Gasômetro, tendo ótima recepção pelo público gaúcho e pela crítica especializada. Em 2017 realizou sua quarta temporada em São Paulo, no Teatro Cemitério de Automóveis. Em 2019 cumpriu temporada durante o mês de janeiro no Teatro Poeira, no Rio de Janeiro e, em maio, apresentações no SESC Recife Santo Amaro dentro da programação #VULCAOnoRECIFE. Em julho de 2019 foi apresentado dentro da TRILOGIA SOLOS VULCÃO no Teatro de Contêiner em São Paulo.

FICHA TÉCNICA

Proposição e Interpretação - Elisa Volpatto

Direção - Vanessa Bruno

Preparação Corporal - Livia Vilela

Iluminação – Maurício Shirakawa

Trilha Sonora - Edson Secco

Lab. de Criação de Figurino e Adereços - Carolina Sudati

Visagismo - Britney

Fotos - Betânia Dutra, Cezar Siqueira, Bob Sousa e Victor Iemini

Identidade Visual - Cezar Siqueira 

Captação Audiovisual - Pedro Hahn

Teaser – Elisa Volpatto

Produção - Paulo Salvetti

Apoio - Casa das Caldeiras

Realização - VULCÃO [criação e pesquisa cênica]

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